01 de Maio de 2017
Município de
Vila Pouca de Aguiar
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Fauna e Flora

Anfíbios e Répteis

Algumas das espécies de anfíbios e répteis com que nos podemos deparar numa caminhada pelo Concelho, são espécies endémicas da Península Ibérica, ou seja, a sua área de ocorrência mundial limita-se a Portugal e Espanha.

É o caso da salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), da rã-ibérica (Rana ibérica), do tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai) e do lagarto-de-água (Lacerta screiberi).

 

Aves

No que diz respeito às aves, além das espécies nidificantes (sejam residentes ou estivais) e de invernantes, é de realçar que o concelho de Vila Pouca de Aguiar se situa num importante corredor migratório, servindo de local de repouso e alimentação de várias aves em migração pré-nupcial (Março - Abril) ou pós-nupcial (Setembro - Outubro), como acontece com o rolieiro (Coracias garrulus) e diversas aves limícolas (Calidris sp. ou Charadrius sp.).

A Região do Alto Tâmega constitui mesmo, em alguns casos, o único local conhecido de ocorrência em Portugal, para espécies acidentais como a trepadeira-dos-muros (Trichodroma muraria) ou o melro-de-peito-branco (Turdus torquatus).

Outras espécies são mais comuns, como os chapins (Parus sp.) e os pica-paus (Dendrocopus sp. e Picus viridis), frequentes nos carvalhais e pinhais; os papa-figos (Oriolus oriolus) e rouxinóis (Luscinia megarhynchos e Cettia cetti) nos bosques á beira-rio; o cartaxo (Saxicola torquata), a felosa (Sylvia undata) e a sombria (Emberiza hortulana) nos matos de altitude; o abelharuco (Merops apiaster), na bacia hidrográfica do Tâmega.

 

Não podemos deixar de referir a diversidade de aves de rapina em Vila Pouca de Aguiar, que deve o seu nome, precisamente, à abundância de águias! Entre as aves de rapina mais facilmente avistadas, encontram-se: o gavião (Accipiter nisus) e o falcão-abelheiro (Pernis apivorus) nos bosquetes de carvalho; a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e a coruja-do-mato (Strix aluco) nos pinhais e soutos; o peneireiro-comum (Falco tinniculus), a águia-cobreira (Circaetus gallicus), o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus) e o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) nos matagais de altitude.

 

Fungos

Os fungos englobam um enorme conjunto de espécies, muitas delas tradicionalmente recolhidas para a gastronomia local. Quase todos os cogumelos formam simbiose com as espécies florestais, resultando daqui uma função ecológica vital para o equilíbrio das florestas. Assim, a recolha dos cogumelos silvestres comestíveis deve ser seletiva e cuidada, sendo importante não danificar as espécies consideradas venenosas, tal como a amanita (Amanita muscaria), pois também elas têm funções ecológicas importantes.

Das espécies comestíveis que ocorrem vulgarmente no Alto Tâmega e Barroso, podemos citar a armilária-cor-de-mel (Armillaria mellea); as sanchas ou pinheiras (Lactarius deliciosus), típicas de pinhais; os frades, fradelhos ou cachopos (Macrolepiota procera), em espaços abertos e prados, os tortulhos (Tricholoma flavovirens), os boletos (Boletus aereus e Boletus reticulatus) e os míscaros (Boletus edulis e Boletus piniphilus).

Cogumelos comestíveis presentes na região do Alto Tâmega: Sanchas (Lactarius deliciosus) e Frades (Macrolepiota procera).

 

Flora

Os bosques de folhosas são a base ancestral da vegetação local, com inúmeras espécies companheiras, arbustivas e herbáceas. Álvares & Fachada (2003) identificam as principais espécies de flora que ocorrem na Região do Alto Tâmega, incluindo as principais espécies que ocorrem nos limites do concelho de Vila Pouca de Aguiar, na transição entre a região eurossiberiana e mediterrânica. Existem bosques de folhosas, incluindo carvalhos, castanheiros e coníferas.

Destacam-se as composições arbóreas de carvalhos (Quercus robur e Quercus pyrenaica), castanheiros (Castanea sativa) e pinheiros (Pinus pinaster e Pinus sylvestris), às quais se encontram associadas espécies como o abrunheiro (Prunus spinosa), o pirliteiro (Crataegus monogyna), o azevinho (Ilex aquifolium), o zangarinho (Frangula alnus), a lamagueira (Sorbus aucuparia) e o vidoeiro (Betula celtiberica).

Os castanheiros são árvores muito frequentes, na região, pela sua utilidade para o Homem.

 

Invertebrados

Ainda são insuficientes os estudos de inventariação e distribuição dos grupos de invertebrados no Alto Tâmega e Barroso. Ainda assim, o grupo das borboletas (Lepidopteros) conta, na região, com cerca de 100 espécies, entre as quais algumas em perigo de extinção: Maculinea alcon, Pyrgus armoricanus, Hamearis lucina, Lycaena virgaureae, Glaucopsyche alexis, Argynnis aglaja, Boloria euphrosyne e Boloria dia.

No concelho de Vila Pouca de Aguiar está protegida a borboleta Euphydryas aurinia, espécie referida na Diretiva Habitats (92/43/CEE) e na Convenção de Berna, por se encontrar em declínio na maioria dos países da Europa.

 

Lobo Ibérico

A concluir a caracterização da fauna com ocorrência descrita na Região do Alto Tâmega, em particular no concelho de Vila Pouca de Aguiar, apresenta-se agora uma das espécies que tem reunido um maior esforço de conservação a nível nacional: o lobo ibérico (Canis lupus signatus). Esta subespécie, endémica da Península Ibérica, diferencia-se pelas faixas longitudinais negras na superfície anterior dos membros dianteiros e por uma pequena mancha dorsal negra no terço superior da cauda.

Lobo ibérico (Canis lupus signatus), uma espécie endémica da Península Ibérica.

 

Mamíferos aquáticos

Nos rios e ribeiros da região do Alto Tâmega, e portanto, também nos rios que atravessam o território de Vila Pouca de Aguiar, é frequente a observação de várias espécies de mamíferos aquáticos, como a lontra (Lutra lutra), a toupeira-d’água (Galemys pyrenaicus) e a ratazana-de-água (Arvicola sapidus).

A toupeira-d’água é uma espécie que tem sido, recentemente, alvo de preocupação em termos de conservação da biodiversidade, apresentando estatuto de conservação «Vulnerável», tanto em âmbito global como em âmbito nacional. Estima-se que este animal, endémico da Península Ibérica e dos Pirinéus, se encontra reduzido a cerca de 10.000 indivíduos maduros, repartidos em subpopulações isoladas, com elevado risco de extinção.
 

 

Peixes

No que se refere à fauna aquática, presente nos rios e ribeiros da região, também se regista níveis de elevada biodiversidade, principalmente na bacia hidrográfica do Tâmega.
Entre os peixes, a espécie mais abundante é a truta (Salmo trutta), ocorrendo em alguns locais a enguia (Anguilla anguilla) e vários ciprinídeos como o Barbo (Barbus bocagei) e a carpa (Cyprinus carpio).

 

Morcegos

Também no que se refere aos morcegos, a região do Alto Tâmega apresenta uma elevada diversidade de espécies, algumas das quais extremamente importantes, em termos de conservação, protegidas que estão pela Diretiva de Habitats, Convenção de Bona e Convenção de Berna, além do Decreto-Lei nº31/95, que veio aprovar o Acordo sobre a Conservação dos Morcegos da Europa. Os morcegos são animais frágeis, em termos de conservação, porque, por um lado, têm reduzida capacidade de recuperação (a maturidade sexual é tardia e a taxa de reprodução é baixa); por outro lado, a formação de colónias com centenas de indivíduos, sobretudo durante a época de criação, torna os morcegos sensíveis a problemas que possam ocorrer nos poucos abrigos que conseguem ocupar.

 

Algumas espécies de morcegos, como o morcego-de-peluche, morcego-de-ferradura-mediterrânico e o morcego-de-ferradura-pequeno, têm hábitos cavernícolas, enquanto outras espécies estão adaptadas à vida na floresta ou em construções desabitadas (morcego-negro). Ainda assim, todas as espécies dependem, para sua alimentação, de insetos existentes nas florestas e vegetação à beira-rio.

Foram identificados vários locais de abrigo e observação no Sítio Alvão/Marão da Rede Natura. Um local de inegável importância para as colónias de morcegos é a antiga exploração mineira de Tresminas, localizada na Serra da Padrela, no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Este monumento nacional, classificado como «Imóvel de Interesse Público», inclui um complexo sistema de galerias subterrâneas.

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